GP da França – O que são as listras azuis no circuito de Paul Ricard?

circuito de Paul Ricard
circuito de Paul Ricard – Foto: Divulgação/Internet

O GP da França é um circuito tradicional no calendário da Fórmula 1, mas não é o mais amado pelos fãs. O Grande Prêmio da França voltou a fazer parte do calendário em 2018, ano em que também mudou de cidade. De 1991 até 2008, o GP acontecia na cidade de Magny-Cours, mas em 2018 voltou a ser na vila de LE Castellet, no circuito de Paul Ricard, que era aonde acontecia o GP até o ano de 1990.

O que mais chocou os fãs após o circuito voltar a ser utilizado para o GP da França F1, foram as reformas que ocorreram durante os 28 anos de ausência e, principalmente, as cores da área de escape.

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GP da França – História do circuito e das listras azuis

O circuito de Paul Ricard foi feito em 1970 e era uma referência em segurança na época. Com o passar dos anos, o traçado da pista acabou não acompanhando a evolução dos carros da Fórmula 1, que com o tempo se tornaram e ainda se tornam cada vez mais rápidos. 16 anos após a construção da pista, o piloto Elio de Angelis bateu o carro que pilotava na curva Verriere em uma sessão de testes e acabou falecendo. Então, as listras existem basicamente para aumentar a segurança do traçado.

Depois da grande tragédia, o circuito ainda passou por algumas mudanças, mas foi substituído pelo circuito de Magny-Cours. Durante alguns anos sendo utilizado apenas para corridas menores, o autódromo acabou nas mãos de uma empresa ligada a Ecclestone, que decidiu investir em segurança com o dinheiro que tinha em caixa.

Circuito GP da França
Circuito GP da França – Foto: Divulgação/Internet

A pista passou por grandes reformas durante os anos 2000 e se tornou um centro de testes por ser uma pista perfeita para isso. O circuito tem diversas possibilidades de traçado e permite com que cada categoria utilize o que se encaixa melhor. Por ter se tornado um centro de testes, Paul Ricard desenvolveu a solução para que os carros testados não tivessem avarias quando escapassem da pista.

Foi aí que apareceram as listras azuis, que são feitas de uma mistura de asfalto mais abrasivo com tungstênio. Essa mistura permite que após uma escapada da pista, o piloto consiga reduzir a velocidade e voltar para o traçado, mas isso pode causar um desgaste dos pneus. O ponto positivo é que mesmo saindo da pista, o carro não irá bater em uma barreira de pneus ou ficar atolado na brita como em outros circuitos. O piloto sofre uma punição por ter saído do traçado e em alguns casos acaba sofrendo um desgaste nos pneus também.

Foi esse upgrade na segurança do circuito que fez com que ele voltasse a fazer parte do calendário da F1 após 28 anos. O Autódromo acabou se tornando mais tecnológico e seguro, mas possivelmente causa dores de cabeça, tontura e até mesmo confusão nos pilotos com tantas cores na pista.

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